domingo, 11 de janeiro de 2009

A "paranoia" dos que "leem"



Ano novo. Vida nova. Mudanças. Parece clichê, talvez até realmente seja. Pois mudanças mesmo foram poucas, à não ser a tão falada reforma ortográfica da nossa língua, assunto que nos primeiros dias desse novo ano tem recebido bastante destaque em telejornais, círculos de debates ou mesmo em conversas entre amigos.

O mais hilário de tudo isso é observar que todos balbuciam sobre tais novas regras com pompa de acadêmico, de respeitado estudioso da língua portuguesa, até arriscam críticas às novas variações:

“–Ah! Mas essa mudança é mesmo desnecessária, é meio ilógico escrever assembleia em vez de assembléia.”

Comentários como estes são demasiadamente escutados. Até mesmo o trema que para alguns era conhecido como apenas dois pontinhos em cima do “u” passou a fazer falta. E o mais irônico é que raramente escuta-se mencionar sobre a causa dessas modificações.

Mal informados? Talvez. Mas com certeza indiferentes à nobre tentativa de unificar a língua de várias nações. Contudo, por que se preocupariam? Afinal ainda estão mergulhados na profunda ressaca da grande corrida por presentes em centros comercias de todo o país e porque não dizer mundo, que acabam por transformar idéias como a unificação de nações em apenas sensação de estranheza ao abandonar algumas normas ortográficas.


Enquanto não alcançam a importância de tal reforma, só nos resta assistir o insensato choro de adeus ao “antigo português”.

5 comentários:

  1. adeus português velho, feliz português novo ^^

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  2. Estou tão feliz por te ver tão empolgado com este blog (e saber que te ajudei um pouco com ele ^.^). Lembro-me ainda da época que escrevias poemas e que geralmente eu era a primeira a lê-los (saudades desse tempo). Porém, sei que como cada fase tem sua beleza e duração, estás naquela fase de analisar tudo e todos ao teu redor. Naquela fase aonde é necessário que se tenha uma opinião a favor ou contra alguma coisa (apesar de que desde que te conheço, sempre fosses assim, nunca te vi em cima do muro XD). Enfim, boa sorte neste teu novo projeto, e que não lhe falte inspiração ;-)

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  3. Marcos! Tá lindo, gostei muito, super interessante. BeijO

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  4. Aqui estou, meu bom amigo. Sim, em relação a esse tema, não podemos esquecer que não nascemos sabendo o motivo pelo qual as palavras se pronunciam de tal forma, então de acordo com algumas regras começamos a associar a razão pelo qual isto acontece. Acho que perde-se um pouco do sentido: "por que tranquilo se pronuncia tranqüilo?"
    Acho que nos faltará lógica nisso, se não acompanharmos esta transformação, apenas lamento pelas crianças... hehehe
    Mas em relação a unificação das línguas é algo interessante - economicamente falando, claro, porque do ponto de vista cultural estaremos cedendo um pouco dela pra isto.
    Estarei sempre que puder por aqui...
    abraço, rapaz!

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  5. Caríssimo, acho q essa ideia, nas mais idéia de unificação das nações é papo furado. Isso, na minha humilde opinião, não existe. Tudo isso é só gasto de dinheiro, e p/ fingir uma situação que não existe e não existirá. Se lembrarmos da história veremos. Nossa queria ex-metrópole não anseia por acordos que nos mantenham iguais. Ninguém anseia por isso, tendo em vista o atual modelo capitalista e social q vivemos. No mais, considero muito importante a exposição de suas reflexões nesse espaço. Fico contente em saber que: " a educação está lhe transformando"!

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