sábado, 17 de janeiro de 2009

DISTRAÇÃO COMODISTA


Aqui no Brasil?!Ah! Por aqui a maior estrela de que se tem notícia, realmente virou “estrela”, virou celebridade. Todos aqui ou acolá estão à procura de seus raios para acariciarem seus corpos seminus. Pois é, por aqui presenciamos a temporada de baladas, curtição, bebedeiras ou mesmo como todos dizem, de azaração. O narcisismo se mostra essencial e o pudor, uma palavra sem sentido. Logo, logo veremos corpos bronzeados, queimados, perfeitos para cair nas comemorações mundanas que se aproximam.
Enquanto do outro lado do mundo, o sol também está presente com toda sua magnitude, mas lá seus raios não funcionam como “bronzeadores naturais” e sim como telespectadores de um grande derramamento de sangue, aquecendo o corpo de uma multidão que já não o sente mais de tanto que já exibiu seu pranto em cima de corpos caídos que não mais respiram, e quando respiram, lhe faltam partes.
É... Mas um dos macabros contrastes terráqueos, por aqui, “sol e água fresca”, já lá, homens se enfrentam. Palestinos e Israelenses dão continuidade à longa trajetória em que ambos se auto-intitulam proprietários de uma terra rica, mas que só trouxe “aridez” para aquele povo, a faixa de Gaza.
Por aqui a comédia continua, por mais algumas semanas, por lá a tragédia não tem fim marcado, na verdade, nem imaginam um fim.

Será que deveríamos interromper por um segundo nosso show de verão para nos compadecermos por eles?Acho que não, afinal isso está acontecendo tão longe. Não é verdade?

domingo, 11 de janeiro de 2009

A "paranoia" dos que "leem"



Ano novo. Vida nova. Mudanças. Parece clichê, talvez até realmente seja. Pois mudanças mesmo foram poucas, à não ser a tão falada reforma ortográfica da nossa língua, assunto que nos primeiros dias desse novo ano tem recebido bastante destaque em telejornais, círculos de debates ou mesmo em conversas entre amigos.

O mais hilário de tudo isso é observar que todos balbuciam sobre tais novas regras com pompa de acadêmico, de respeitado estudioso da língua portuguesa, até arriscam críticas às novas variações:

“–Ah! Mas essa mudança é mesmo desnecessária, é meio ilógico escrever assembleia em vez de assembléia.”

Comentários como estes são demasiadamente escutados. Até mesmo o trema que para alguns era conhecido como apenas dois pontinhos em cima do “u” passou a fazer falta. E o mais irônico é que raramente escuta-se mencionar sobre a causa dessas modificações.

Mal informados? Talvez. Mas com certeza indiferentes à nobre tentativa de unificar a língua de várias nações. Contudo, por que se preocupariam? Afinal ainda estão mergulhados na profunda ressaca da grande corrida por presentes em centros comercias de todo o país e porque não dizer mundo, que acabam por transformar idéias como a unificação de nações em apenas sensação de estranheza ao abandonar algumas normas ortográficas.


Enquanto não alcançam a importância de tal reforma, só nos resta assistir o insensato choro de adeus ao “antigo português”.